Clube se abala e ainda sofre provocação
10/05 - 02h11
Um time perdido em campo, sem padrão de jogo e ainda não acreditando estar fora do torneio mais badalado pela torcida, a Libertadores. Ao apito final, o discurso dos atletas são-paulinos era de pura desolação ontem à noite no estádio Olímpico. "Agora ainda é cedo para dizer alguma coisa. Estamos de cabeça quente para dizer o que faltou. No segundo tempo, o time cresceu, colocou a bola no chão, mas acabamos levando o segundo gol", afirmou o atacante Leandro, um dos poucos são-paulinos que falaram após o final da partida. O meia Souza foi outro que também ficou bastante chocado com a derrota. "Fizemos o que pudemos. Mas futebol é isso. Tivemos as chances de marcar e acabamos perdendo. No final, o Grêmio foi lá e construiu o resultado de que precisava para se classificar", afirmou. A eliminação antecipada na Taça Libertadores, somada à queda nas semifinais do Campeonato Paulista, vai levar a diretoria do São Paulo a fazer uma reformulação. Uma reunião com o treinador Muricy Ramalho deve ser marcada ainda nesta semana para ver quais os jogadores que poderão ser negociados para a vinda de outros nomes para a equipe. Após o jogo, também não faltaram provocações em campo, vindas até mesmo da diretoria gremista. O diretor de futebol Paulo Pelaipe aproveitou para alfinetar a administração do clube do Morumbi. "Deixa essa diretoria sem ética levar jogadores, como foi o caso do Jorge Wagner. Agora eles podem ficar com o Jorge Wagner", afirmou Pelaipe. O ex-atleta do Internacional, que estava na Europa, tinha acertado seu retorno para o Grêmio, mas, após ser contatado pelo São Paulo, recuou e preferiu atuar no futebol paulista. O episódio estremeceu as relações entre os dois clubes. O São Paulo volta a treinar amanhã à tarde no CT da Barra Funda.