Estudar adversário a fundo é arma de Muricy para ascensão no BR
19/11 - 07h22
Muricy Ramalho se gaba de conhecer muito seus adversários antes de entrar em campo
"Eu analiso primeiro o todo, depois o momento do passe, a maneira de jogar, vejo cada atleta individualmente, como o técnico adversário trabalha..." Essa é a rotina do treinador do São Paulo, Muricy Ramalho, quando não está em um dos campos do centro de treinamento da Barra Funda ou no estádio do Morumbi. Para ele, ter esse conhecimento dos adversários é uma das chaves para o sucesso do time no Campeonato Brasileiro.
Líder da competição nacional com dois pontos a mais que o Grêmio, o treinador são-paulino não cansa de se gabar sobre o quanto conhece de seus adversários antes de entrar em campo. "Eu analiso tudo. É obrigação nossa passar tudo isso para os jogadores. Sabemos, de acordo com o jogo, a hora de reagir ou de apertar mais."
"Não podemos deixar que um adversário, que sabemos que finaliza 85% das vezes de perna esquerda, ter espaço para chutar de canhota. Temos de estudar qual é o lado certo de marcar. Preciso diagnosticar quais são as principais jogadas do outro time. Eu passo as informações, mostro vídeos e tudo isso faz a diferença no final", completou.
O exemplo dado por Muricy Ramalho para demonstrar a eficiência de seu trabalho foi o do meio-campista Alex, do Internacional, que no jogo entre os dois times no Morumbi, pouco fez em campo. "Eu mostrei uma partida anterior do Inter [contra o Boca Juniors], quando ele marcou dois gols de fora. Então não deixamos ele ter essa liberdade."
"O time não pode ser tranqüilo, precisa entrar ligado, concentrado no que tem de fazer. Oriento para o jogo, quem é o melhor do time adversário, quem devemos marcar, quem bate falta, quem está bem fisicamente, quem não está. No treino eu passo o que precisa ser mudado, ajusto alguns detalhes onde o time rival pode vir diferente", afirmou.
O treinador são-paulino ainda negou que coloque "muita pilha" em seus atletas antes das partidas. "Não gosto de fazer isso, às vezes atrapalha, eles entram muito acesos em campo e acabam esquecendo a parte tática ou o lado técnico. Não podemos confundir a palavra raça com violência. Um jogador bem treinado e bem orientado não faz isso."