Eliminação deve provocar reformulação no São Paulo, e Juvenal adota tática inédita em crise
09/05 - 11h54
O São Paulo vai passar por reformulações para disputar o restante da temporada. Pela primeira vez desde que foi presidente, Juvenal Juvêncio, resolveu mudar a tática para sair de uma crise e manterá a comissão técnica e fará a reciclagem só no seu elenco.
Nas últimas vezes, ele adotou a tática de mandar embora para apagar o fogo. Foi assim com Emerson Leão, Adilson Batista, Paulo Cesar Carpeggiani e Sérgio Baresi.
Na coletiva concedida após a goleada sofrida por 4 a 1 para o Atlético-MG e a consequente eliminação da Copa Libertadores, o técnico Ney Franco deu mostras de que mudanças aconteceram e usou, por mais uma vez, o termo reciclagem.
“Quando começamos dentro de um caminho e isso se traduz num insucesso, precisamos avaliar aspectos positivos e negativos. O que dá certo você mantém, mas sabemos que precisamos reciclar algumas coisas. É a hora de sentarmos e ver quais as diretrizes e o norte que vamos tomar”, começou ele.
Alguns jogadores são os mais citados na hora que a palavra reformulação passa pelos planos de Ney Franco. Lúcio não convenceu os dirigentes e já tem seu custo-benefício avaliado. O problema seria conseguir chegar a uma rescisão amigável e que não fosse onerosa ao clube.
Até mesmo Luis Fabiano passa por uma reavaliação após ter sido ausente nos principais momentos do time por conta de indisciplina que o tirou de quatro partidas da Libertadores. Denilson não deve renovar seu contrato de empréstimo, que acaba em junho. O volante terá de retornar ao Arsenal, da Inglaterra.
Mas nem só de saídas viverá o São Paulo. O treinador afirmou que já adiantou à diretoria a intenção de algumas contratações e chegou até a dizer que conversas já estão em andamento para que peças cheguem nos próximos dias.
“Tenho alguns tópicos em relação à contratação e em algumas posição e prefiro tratar isso internamente com a diretoria. Já temos algumas coisas em andamento. Aos poucos vocês vão sabendo de decisão tomada”, resumiu ele.
As principais carências de Ney Franco são as laterais. O treinador não se convenceu de que Thiago Carleto e Paulo Miranda podem fazer a função sem comprometerem o sistema defensivo e apoiarem o ofensivo. Na armação, o comandante espera uma recuperação de Cañete, afastado do grupo por estar fora de forma física. Um jogador para atuar pelas pontas da linha de frente segue como a eterna pedida do treinador.