Roger revela tristeza, abraço de jogadores após vaias no São Paulo e diz: "Não vou desistir"
21/04 - 22h33
Roger Machado deixou o gramado do Morumbis sob vaias da torcida após a vitória por 1 a 0 sobre o Juventude, no confronto de ida da quinta fase da Copa do Brasil. Uma consequência do ambiente de pressão que o técnico vivencia no clube. – Sempre a gente se questiona. O que eu daria como exemplo para minhas duas filhas se nesse momento de maior dificuldade, de pressão externa, que em alguns momentos me parece um pouco injusta, eu desistisse? Não vou desistir – disse Roger.
– Sigo trabalhando até quando o presidente e o Rui entenderem que é positivo. Claro que esse ambiente externo de pressão ao treinador acaba contaminando o jogo, faz com que os jogadores fiquem ansiosos. Não foi um, nem dois, três, quatro. Foram todos que vieram me dar um abraço e pedir que seguisse firme.
O São Paulo abriu o placar com gol de Luciano e dominando as investidas, sustentando 65% de posse de bola durante a maior parte do primeiro tempo nesta terça-feira, mas desperdiçou chances, viu o lateral-esquerdo adversário ser expulso no início do segundo tempo e, atuando com um a mais, perdeu ainda um pênalti cobrado por Calleri e defendido pelo goleiro rival.
Roger Machado, porém, tornou-se alvo de vaias da torcida ainda no intervalo e também no fim da partida, deixando o campo dessa forma e ouvindo também xingamentos de "vai tomar...".
Foi perguntado, portanto, o que estaria sendo feito nos bastidores do clube que o torcedor de fora não estaria vendo.
– Não consigo te dar essa resposta. Gostaria de ouvir do torcedor porque essa manifestação com tanto peso. Não vem agora em função dos resultados e das atuações, foi anterior à minha chegada e só aumentou neste 40 dias. – Hoje, embora vencendo e poderíamos ter vencido de muito mais, saímos decepcionados de campo pela frustração de não ter feito mais gols e definido uma classificação. É um jogo que saio com sentimento de tristeza. Gostaria de compreender.
– Estou sendo julgado mais do que pelos resultados, contexto do clube também está entrando nessa conta. E aí está ficando pesado. Gera insegurança no jogador. Tenho confiança na reversão. Eu sinceramente nunca vi isso (essa situação), mas acredito na força do trabalho.