São Paulo espera por guerra em Curitiba
29/09 - 12h42
SÃO PAULO - O São Paulo espera um clima de guerra na Arena da Baixada no jogo contra o Atlético-PR. A rivalidade recente entre os clubes, tanto dentro, quanto fora de campo, transforma o confronto deste sábado, pelo Brasileiro.
O 'entrevero' começou antes da final da Copa Libertadores da América. O Furacão queria atuar em seu estádio, mas, por determinação da Conmebol, teve que jogar no Beira-Rio, em Porto Alegre. À época, os paranaenses tentaram ampliar a capacidade na semana do jogo e foram ironizados pelos são-paulinos. "Não adianta fazer um puxadinho e achar que pode receber uma final de Libertadores", cutucou o superintendente do futebol Marco Aurélio Cunha.
Nesta semana, o dirigente voltou a comentar o assunto. "O Atlético achou que tínhamos que fazer caridade. O São Paulo estava ali para ganhar o título e ganhamos. Não estávamos ali para atender ao pedido de um amigo", disse Cunha, referindo-se ao título da Libertadores conquistado pelo clube do Morumbi.
Ainda em 2005 mais um episódio fez aumentar a rivalidade entre os clubes. Em jogo pelo Campeonato Brasileiro, na Arena, o presidente do conselho deliberativo do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia, tentou agredir o médico do São Paulo, José Sanchez, e o zagueiro Alex, que, em jogada com Fabrício, acabou machucando com gravidade o adversário. À época, o atleticano gritou para os são-paulinos: "Vocês são uns bambis assassinos!".
Após o jogo, os técnicos Antônio Lopes e Paulo Autuori também trocaram farpas pela imprensa e esquentaram ainda mais o clima.
Fora de campo, os dirigentes paranaenses não 'engolem' o episódio envolvendo o atacante Aloísio, que foi liberado para atuar apenas no Mundial de Clubes da Fifa e nunca mais voltou a Curitiba. Até hoje, os clubes ainda brigam na Justiça.
Neste ano, outra reclamação: o São Paulo teria aliciado Dagoberto, que está em litígio com o Atlético-PR, para se transferir para o Morumbi.
Diante de tantos episódios, os jogadores são-paulinos viajam preparados. "Lá [na Arena] tudo pode acontecer. Estamos esperando uma guerra por tudo que aconteceu no ano passado", afirmou Souza, que revelou como é difícil jogar em Curitiba.
"Não é fácil jogar na Arena. O torcedor cospe em você. Só falta jogar o pulmão. É como jogar Libertadores na Argentina", comparou Souza. "Já sabemos que não seremos bem recebidos e vamos preparados", finalizou.